O milípede está preso
por uma teia no banheiro
já faz mais de um mês.
O diplópodo morto
não balança com brisa suave,
que lá no alto não tem ventilação.
O gongôlo –
porque piolho-de-cobra
não é um bom nome –
virou casca seca de quitina.
O miriápode observa,
tranquilo e oco,
minhas roupas usadas
quando entro no banho.

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