sexta-feira, 15 de julho de 2011

14 ou 15 de julho de alguma coisa

Um dia morto e,

à noite,

tudo o que se move

se parece com Debussy

e hospitais.


Meu cão surdo não sabe

que estou sentado no quintal,

de cigarro na mão,


o gato quer atenção

e sigo com os olhos

no relógio do celular.


Sono é para quando trabalho,

hoje é só tédio

e pés descalços.

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