assim, não sou mais imortal:
cada vez que corto minhas unhas
e nos calos que me crescem nos pés,
quando mijo o meu dia
de noite no banheiro,
quando encontro migalhas
debaixo da pia,
quando piso descalço
sobre o piso do quarto,
quando gasto a vista na calçada
enquanto espero
só posso dizer
“Aí está,
mais um pouco em que me morro”.
– nem um, nem todos,
nem coisa nenhuma –
minério vivo em eterna desintegração.

1 comentários:
Só para que não se percam os hábitos (e na real porque isso me ocorre espontaneamente), vão aqui alguma sugestão de emenda:
nem um, nem todos, nem coisa alguma - minério vivo em eterna degradação.
E um OU no lugar do E acho que ajudaria na primeira estrofe.
ps.: código de confirmação: ame-as.
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