Se não se despiu quando o tempo se deu
certo, no dia em que sol era no meio do céu
e também espelho nos dedos e nos olhos e,
devo dizer, membros todos, cabeça e tronco,
se não se despiu quando sabia o calor
queimar por dentro, no tutano em brasa viva,
mesmo que sob carne fria
apesar de macia aos olhos,
se não despiu nem a boca inquieta
com suas duas filas infinitas de dentes tortos –
mas bonitos quando cintilantes,
se não despiu nem os brincos e braceletes,
meias, pulseiras e toda a tralha
que carregava em isolamento térmico
no dia em que o sol era entre os dois,
eu é que não vou baixar os olhos
para o que se queimou de velho,
ao brilho opaco de seios pálidos –
apesar de quentes ao toque,
agora que a noite chegou.
19/04/2011
4 dias atrás

3 comentários:
Desse ai eu gostei muito, viu?
Lerei mais algumas vezes pra entender mesmo, ou achar que entendi algo.
E se a putaria era pouca, a bronha pegou fogo...
tbm não há o que se entender quando a mente do outro mente sobre o incerto...
sinto saudades.
beijos gordos
não é você.
Postar um comentário